Após
recessão, apenas Itaperuna e Nova Friburgo mantiveram alto índice de
desenvolvimento econômico. Nível de emprego e renda caiu em quase metade das
cidades fluminenses em três anos.
em três anos
de recessão econômica, 13 municípios do Rio de Janeiro deixaram de fazer parte
da lista dos mais desenvolvidos do estado. Apenas Itaperuna e Nova Friburgo se
mantiveram como cidades de alto desenvolvimento econômico. É o que revela o
Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) divulgado nesta quinta-feira
(28) pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
Segundo o
levantamento, em 2013 o estado tinha 15 cidades classificadas com alto
desenvolvimento. Em 2016, saíram desta lista, além da capital, os municípios de
Armação dos Búzios, Macaé, Niterói, Petrópolis, Piraí, Porto Real, Quissamã,
Resende, Rio Bonito, Santo Antônio de Pádua, Teresópolis e Volta Redonda.
Consulte aqui todos os dados sobre o estudo aqui.
Se por um
lado apenas dois dos 92 municípios do estado tinham alto índice de
desenvolvimento no levantamento, nenhum deles obteve a classificação mais baixa
e apenas dois (Belford Roxo e Japeri) foram classificados com desenvolvimento
regular. As outras 88 cidades tiveram índice de desenvolvimento moderado, o que
corresponde a 97,8% das cidades - percentual superior à média nacional, que foi
de 76,2% das cidades nesta faixa de classificação.
Para
calcular o IFDM, a Firjan monitora as áreas de emprego e renda, educação e
saúde com base nas estatísticas oficiais dos respectivos ministérios. O índice
varia de 0 a 1, sendo que, quanto mais perto de 1, maior o desenvolvimento do
município.
Quem liderou
o ranking do estado em índice de desenvolvimento foi Itaperuna, no Norte do
Estado. Segundo a Firjan, foi a primeira vez em dez anos que a cidade esteve na
primeira colocação. Seu desempenho foi influenciado pelo crescimento nos níveis
de emprego e renda. Nova Friburgo, na Região Serrana, sempre esteve entre os
melhores IFDMs do RJ, segundo a entidade. Ambas as cidades foram as únicas do
estado que figiraram entre as 500 melhores do país.
No lado
oposto do ranking, Japeri, na Baixada Fluminense, ficou em último lugar,
posição que ocupa desde 2006. A penúltima colocada, Belford Roxo, também na
baixada, completa a dupla que teve desenvolvimento regular.
A capital do
estado ficou em 5ª colocação no ranking estadual. A Firjan destacou que,
considerando o ranking nacional, o Rio foi a capital que mais perdeu posição na
comparação com o período pré-crise - ela caiu da 5ª colocação em 2013 para a
11ª em 2016.
Retração de
emprego e renda
A Firjan
destacou que a deterioração do mercado de trabalho em função da crise econômica
foi o fator decisivo para que 13 cidades perdessem a classificação de alto
desenvolvimento no estado.
Semelhante
ao observado no cenário nacional, a área de Emprego e Renda no RJ foi a que
teve o pior resultado dentre as três avaliadas. Segundo a Firjan, 57 cidades do
estado (62% do total) atingiram apenas o desenvolvimento regular neste quesito.
Outros 21
municípios (22,8%) ficaram com baixo desenvolvimento, 14 (15,2%) com
desenvolvimento moderado e nenhum com alto desenvolvimento.
A Firjan
destacou ainda que entre 2006 e 2013, apenas cinco municípios ascenderam à
categoria de alto desenvolvimento na área de Emprego e Renda. Já entre 2013 e
2016, 44 municípios caíram de classificação nesta vertente. Ou seja, o estado
perdeu 9 vezes mais em três anos do que ganhou ao longo de sete anos.
Saúde e
Educação abaixo do desejado
Na vertente
Saúde analisada pela Firjan, 48 dos 92 municípios do RJ (52,2%) foram
classificados com alto desenvolvimento, enquanto as outras 44 cidades (47,8%)
tiveram classificação moderada.
A Firjan
destacou, porém, que na comparação com 2015, 51,1% das cidades recuaram no IFDM
Saúde, impulsionadas pelo aumento da taxa de óbito de menores de 5 anos por
causas evitáveis. Segundo a entidade, dez em cada mil crianças nscidas vivas
morreram por causas evitáveis.
"Estima-se
que 2.282 crianças no estado morreram por causas que poderiam ser evitadas com
assistência básica de saúde", destacou a Firjan.
O IFDM de
Educação teve os mesmos percentuais de distribuição que o da Educação - 48
cidades foram classificadas com alto desenvolvimento, e 44 com desenvolvimento
moderado. Estes últimos, conforme enfatizou a Firjan, "ainda não conseguem
oferecer a excelência na educação básica a seus moradores".







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