Por Avelino Ferreira
Vale tudo para vencer a
eleição. Assim deve pensar o vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Campos, Marcus Welber Gomes da Silva, mais
conhecido como Marcão (em Italva o apelidaram de “boneco de Olinda”, devido à
sua estatura). De olho nos votos dos cabos eleitorais, Marcão nomeou o
comerciante Carlos José Corrêa da Silva, conhecido em Santa Maria como Deca,
como assessor de Cultura e Centro de Memória Audiovisual
.
Ocorre que o comerciante,
que tem uma oficina elétrica e um lavador de carros no bairro Caldeirão naquela
localidade do norte campista, não atua no Legislativo (até porque a Câmara nada
faz na esfera da cultura). Atua sim, como cabo eleitoral de Marcão, que é pré-candidato
à Câmara Federal com total apoio do prefeito Rafael Diniz.
O interessante que o fato só
veio a tona quando os federais prenderam, em flagrante, o Deca de Marcão,
acusado de tráfico de drogas (cocaína e maconha encontradas nas cuecas dele e
de mais um de seus comparsas, que fazem parte, segundo a PF, de uma quadrilha
de traficantes na região.
O fato foi divulgado nas
redes sociais, inclusive com fotos da prisão em flagrante, mas o Legislativo
não se pronunciou, embora Carlos seja homem de confiança do presidente. E o pré-candidato
Marcão, também nada disse sobre o fato de seu assessor de Cultura ter sido
preso.
Carlos José Corrêa da Silva
foi nomeado no dia 02 de janeiro de 2017, mas não há nenhuma ação da pasta
daquela data até hoje. Até porque, como a sociedade campista sabe, cultura não
faz parte dos projetos de Marcão. Agora, além da prisão do seu assessor, Marcão
deve ser instado a responder o porque do Legislativo manter um assessor
fantasma.






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