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13/06/2018

Nomeado por Marcão, Assessor Cultural da Câmara foi preso e recebia sem trabalhar


Por Avelino Ferreira


Vale tudo para vencer a eleição. Assim deve pensar o vereador e presidente da Câmara de Vereadores  de Campos, Marcus Welber Gomes da Silva, mais conhecido como Marcão (em Italva o apelidaram de “boneco de Olinda”, devido à sua estatura). De olho nos votos dos cabos eleitorais, Marcão nomeou o comerciante Carlos José Corrêa da Silva, conhecido em Santa Maria como Deca, como assessor de Cultura e Centro de Memória Audiovisual
.
Ocorre que o comerciante, que tem uma oficina elétrica e um lavador de carros no bairro Caldeirão naquela localidade do norte campista, não atua no Legislativo (até porque a Câmara nada faz na esfera da cultura). Atua sim, como cabo eleitoral de Marcão, que é pré-candidato à Câmara Federal com total apoio do prefeito Rafael Diniz.
O interessante que o fato só veio a tona quando os federais prenderam, em flagrante, o Deca de Marcão, acusado de tráfico de drogas (cocaína e maconha encontradas nas cuecas dele e de mais um de seus comparsas, que fazem parte, segundo a PF, de uma quadrilha de traficantes na região.

O fato foi divulgado nas redes sociais, inclusive com fotos da prisão em flagrante, mas o Legislativo não se pronunciou, embora Carlos seja homem de confiança do presidente. E o pré-candidato Marcão, também nada disse sobre o fato de seu assessor de Cultura ter sido preso.

Carlos José Corrêa da Silva foi nomeado no dia 02 de janeiro de 2017, mas não há nenhuma ação da pasta daquela data até hoje. Até porque, como a sociedade campista sabe, cultura não faz parte dos projetos de Marcão. Agora, além da prisão do seu assessor, Marcão deve ser instado a responder o porque do Legislativo manter um assessor fantasma.

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