O 3º Grupo de Câmaras Criminais do Tribunal de Justiça do Rio
(TJ-RJ) marcou para o dia 12 de março, a partir do meio-dia, o julgamento da
denúncia contra o prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, preso desde 10 de
dezembro passado pela Operação Alameda, do Ministério Público do Estado, que
investiga cobrança de propina de R$ 10,9 milhões, oriundas de gratuidades de
empresas de ônibus municipais. O julgamento tinha sido marcado antes para o
último dia 20, mas, foi adiado após pedido de vista do desembargador José Muños
Piñero Filho, da 6ª Câmara Criminal, para estudar melhor o caso.
Na ocasião, o TJ vai decidir se aceita ou não a denúncia contra
Neves; o ex-secretário de Obras de Niterói Domício Mascarenhas; João Carlos
Félix Teixeira, presidente do consórcio Transoceânico; João dos Anjos Silva
Soares, presidente do consórcio Transnit e o ex-presidente do Sindicato das
Empresas de Transportes Rodoviários do Estado do Rio de Janeiro, Marcelo Traça.
Todos eles estão presos. O relator do caso é o desembargador Luiz Noronha
Dantas.
Procurado, o advogado Técio Lins e Silva, responsável pela
defesa de Neves, afirmou, por meio de assessoria, que não comenta o caso. Para
o advogado Luciano Alvarenga, que assiste a família do prefeito, as chances
dele sair da prisão são boas. “Se o Tribunal aceitar a denúncia, vai julgar o
agravo de instrumento, impetrado pela defesa de Rodrigo, que pede a liberdade dele.
Se rejeitar a denúncia, o caso é arquivado e todos são liberados imediatamente.
Depois de 78 dias preso, o prefeito sequer foi ouvido pelo MP”, explicou
Alvarenga.
Anderson Carvalho – A
Tribuna
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