Titular da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio, Bretas é amigo
do governador do Estado, Wilson Witzel (PSC), e esteve presente em sua posse na
Assembleia Legislativa. De lá, seguiram juntos em avião da Força Aérea
Brasileira para a posse do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em Brasília, a
convite do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM). No carnaval, o juiz da
Lava Jato Rio curtiu a grandeza das escolas ao lado de Witzel, na Sapucaí.
Em nota, a CGE informa que a irmã de Bretas foi nomeada ao
cargo após participar de processo seletivo em janeiro deste ano para a área de
Assessoria Jurídica. De acordo com o órgão, foram analisados cerca de 800
currículos.
“Vale ressaltar que dentre os currículos recebidos, o de
Marcilene destacou-se por possuir experiências concretas na área de Controle
Interno, uma vez que já atuou como controladora-geral do município de Queimados,
de 2003 até 2005, e também como consultora jurídica geral na pasta, de 2013 até
2016”, afirma a CGE, em nota.
A nomeação de Marcilene Bretas foi publicada no Diário
Oficial do Estado nesta quinta, 18, mas é retroativa para o dia 5 de abril.
A descrição da vaga no site da Controladoria-Geral informa
que, entre as atribuições do cargo, está o “suporte à implementação das normas
e políticas públicas de controle interno, integridade, anticorrupção e
compliance”. Os requisitos para o processo seletivo eram diploma de bacharel em
direito “com formação sólida na área pública”, saber ler textos em inglês e
disponibilidade para carga horária de 40 horas semanais.
“Experiência prévia no sistema jurídico estadual, atuação em
processos que envolvam licitações e pessoal e pós-graduação em Assessoria
Jurídica ou em áreas de atuação da CGE serão diferenciais”, descreve a CGE.
Marcilene Bretas assume o cargo deixado em fevereiro por
Leandro Moreira Correa. De acordo com dados públicos do governo, o ex-assessor
jurídico recebia R$ 15,3 mil por mês. Por ser concursado, o salário incluía
gratificações, diferentemente do caso envolvendo a irmã de Bretas. Não foi
divulgada a remuneração de Marcilene.
A Controladoria-Geral do Estado é o órgão responsável por
fiscalizar condutas de servidores públicos do Rio de Janeiro e promover ações
de auditoria, ouvidoria, transparência e corregedoria. Entre as atribuições da
CGE estão o alerta para instauração de apuração de ações praticadas por agentes
públicos contra os cofres do governo e representar esses desvios de conduta ao
Tribunal de Contas do Rio de Janeiro.
O órgão também emite relatório e parecer conclusivo sobre a
prestação de contas do governador.
Com a palavra, a Controladoria-geral do Estado
A advogada e consultora jurídica Marcilene Cristina Bretas
Santana foi nomeada na Controladoria Geral do Estado (CGE RJ) após ter enviado
seu currículo para participar de processo seletivo para a área de Assessoria
Jurídica, que analisou cerca de 800 currículos.
Vale ressaltar que dentre os currículos recebidos, o de
Marcilene destacou-se por possuir experiências concretas na área de Controle
Interno, uma vez que já atuou como controladora-geral do município de
Queimados, de 2003 até 2005, e também como consultora jurídica geral na pasta,
de 2013 até 2016.
A reportagem entrou em contato com o governo do Rio de
Janeiro, com o juiz federal Marcelo Bretas e com a advogada Marcilene Bretas. O
espaço está aberto para manifestações.
Por Paulo Roberto Netto - Estadao Conteudo
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