Wilson Witzel atua para que ex-prefeito do Rio não dispute as
eleições novamente. Na semana passada, ele nomeou a irmã de juiz da Lava Jato
na Controladoria Geral do Estado
Wilson Witzel (PSC) tem feito de tudo para que Eduardo Paes
(DEM) não concorra à Prefeitura do Rio no ano que vem. E há um personagem
central na missão: o juiz federal Marcelo Bretas, que mandou para a cadeia os
principais aliados de Paes. Há expectativa sobre os próximos passos da Lava
Jato, operação contra a corrupção capitaneada por Bretas, amigo do governador.
No Judiciário, o temor é o possível uso político da relação porque a imagem do
magistrado, que é boa até o momento, poderia sair arranhada. Além da mágoa da
eleição passada com Paes, Witzel quer eleger um prefeito aliado.
IRMÃ DE JUIZ DA LAVA JATO GANHA CARGO
A irmã do juiz Marcelo Bretas, Marcilene Cristina Bretas
Santana, aliás, acabou de ser nomeada no governo Witzel. A informação foi
publicada no blog do jornalista Ruben Berta e confirmada pela Coluna. O cargo
ocupado por ela é o de assessora da Controladoria Geral do Estado. A
contratação ocorreu na última quinta-feira por meio de José Luís Zamith,
secretário da Casa Civil e de Governança. No caminho de Paes, além de Witzel,
há ainda a própria esposa Cristina Paes, que não quer ver o marido em campanha.
APOIO DE GOVERNADOR ESTÁ EM ABERTO
Wilson Witzel já indicou publicamente que o deputado estadual
Rodrigo Amorim (PSL) seria o seu candidato a prefeito do Rio. No entanto, gente
bem próxima ao governador do Rio afirma que o apoio ainda está em aberto. Ou
seja: Amorim não é pule de dez e nem uma unanimidade. Pelo contrário. A turma
do Palácio Guanabara não descarta a possibilidade de o PSC, comandado por
Pastor Everaldo, e o PSL, feudo da família Bolsonaro, se enfrentarem na eleição
municipal da capital.
CABRAL, PICCIANI E A 'BANDA PODRE'
O grupo de Witzel acha que o caminho correto seria levar o
MDB institucionalmente para o governo, oferecendo uma secretaria, de forma
transparente, com discurso de deixar de fora a "banda podre" da
legenda e engrossando a aliança para 2020. Ao dar o Departamento de Estradas de
Rodagem (DER) na surdina à sigla de Cabral e Picciani em troca de apoio na
Alerj, aliados veem como o tradicional toma lá, dá cá.
NA ALERJ, EFEITO CONTRÁRIO
Ao escancarar a porteira para o MDB no DER, Witzel pode
causar um efeito contrário no lugar de atrair aliados para a sua base.
Deputados que vão concorrer às prefeituras estão revoltados com o acordo.
FICAR NAS MÃOS DO MDB, NÃO!
Parlamentares postulantes ao Executivo argumentam que o DER é
um dos principais canais para atrair o eleitor com asfalto. E, neste contexto,
se ficarem nas mãos do MDB, não é a melhor solução para conquistar votos.
ACORDO VALE ATÉ PARA MILITARES
O céu é o limite para os emedebistas dentro do governo
Witzel. Deputados, veja só, conseguiram promoções recentes para militares. Seus
aliados subiram na patente de tenente-coronel para coronel da PM.
FONTE: O DIA - Por CÁSSIO BRUNO
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