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25/09/2026

Itaperuna confirma duas mortes e lidera taxa de óbitos por febre maculosa no RJ

 

A Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou o registro de 14 casos de febre maculosa e quatro óbitos no estado. O município de Itaperuna enfrenta situação crítica ao contabilizar duas mortes registradas, o que equivale à metade do total de vítimas fatais da infecção no território fluminense. Os outros dois óbitos do levantamento inicial foram confirmados nos municípios de Campos dos Goytacazes e São Fidélis, onde a doença vitimou um médico-veterinário de 30 anos.


O município de Bom Jesus do Itabapoana também registrou óbito pela doença. Um homem de 40 anos morreu após contrair febre maculosa. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, o eletricista Anderson Faria Guimarães começou a apresentar sintomas no dia 24 de agosto e faleceu sete dias depois. De acordo com a investigação, Anderson possuía uma propriedade rural no município, onde foi identificada a presença de capivaras, além de outros hospedeiros de carrapatos, como equinos e cães. Segundo a Coordenadoria de Vigilância em Saúde, o paciente buscou atendimento logo no início, mas os sintomas semelhantes aos da dengue impediram o tratamento específico imediato. Após retornar em 29 de agosto e voltar à unidade em estado grave em 31 de agosto, veio a falecer em 1º de setembro. A confirmação da causa da morte ocorreu em uma segunda-feira (14), elevando para cinco o número de óbitos pela doença na região neste ano.


Diante do cenário epidemiológico, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz emitiram um alerta para a população do Norte e Noroeste Fluminense. As regiões concentram os maiores índices de risco de contágio do estado, com monitoramento intensificado nos municípios de Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Italva, Macaé e Porciúncula.


De acordo com os dados epidemiológicos, a taxa de letalidade da febre maculosa no estado está em 28%. O período entre os meses de julho e novembro é considerado a fase de maior vulnerabilidade para a transmissão da bactéria, associada ao ciclo biológico do carrapato-estrela, principal vetor da doença. A infecção ocorre pela picada de carrapatos infectados por bactérias do gênero Rickettsia, sem transmissão direta entre pessoas. Entre os sintomas estão febre alta, dor de cabeça intensa, dores no corpo, mal-estar, náuseas, vômitos e manchas avermelhadas na pele.


O histórico nas regiões Norte e Noroeste Fluminense aponta que, entre 2022 e agosto de 2026, foram registradas dezenas de mortes, incluindo ocorrências em Natividade, Itaperuna, Campos dos Goytacazes, Italva e, agora, Bom Jesus do Itabapoana.


Como medida de utilidade pública e prevenção à saúde, a Vigilância Epidemiológica orienta que pessoas que frequentaram áreas rurais, pastos, margens de rios ou locais com vegetação densa procurem atendimento médico imediatamente ao apresentarem sintomas iniciais, informando ao profissional de saúde o histórico de contato com ambientes de risco ou carrapatos.



Natividade FM

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