Famílias da
região que haviam começado a ser evacuadas já podem retornar às suas residências,
informou o porta-voz da Defesa Civil
Minas Gerais
- O porta-voz da Defesa Civil de Minas Gerais, tenente coronel Godinho, disse
na tarde deste domingo que o risco de rompimento da uma nova barragem da Mina
Córrego do Feijão diminuiu e as buscas foram retomadas pelo Corpo de Bombeiros.
As famílias
da região que haviam começado a ser evacuadas já podem retornar às suas
residências, informou o porta-voz da Defesa Civil.
Até o
momento, há oficialmente 37 mortos, 287 desaparecidos e 192 resgatados em
Brumadinho.
Por volta da
5h30 deste domingo, a população da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, havia
sido acordada pelo barulho de uma sirene de evacuação, devido ao risco de
rompimento da barragem 6.
A Vale
também havia divulgado, nesta manhã, nota informando sobre risco, ao ser
detectado aumento dos níveis de água. Segue a nota na íntegra:
"A Vale
informa que, por volta das 5h30 deste domingo, acionou as sirenes de alerta na
região da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), ao detectar aumento dos
níveis de água nos instrumentos que monitoram a barragem VI. Esta barragem faz
parte do complexo de Brumadinho. As autoridades foram avisadas e, como medida
preventiva, a comunidade da região está sendo deslocada para os pontos de
encontro determinados previamente pelo Plano de Emergência. A Vale continuará
monitorando a situação, juntamente com a Defesa Civil. Novas informações a
qualquer momento."
Ônibus é
encontrado
O porta-voz
do Corpo de Bombeiros, tenente Pedro Aihara, informou que dez corpos de
funcionários da Vale foram encontrados dentro de um ônibus, que estava
soterrado pela lama causada pelo rompimento da barragem. Essas dez vítimas
estão incorporadas na contagem de 37 mortos, até o momento.
O ônibus
estava soterrado na lama, em Brumadinho e foi necessário um maquinário
específico para a sua remoção. Os bombeiros já suspeitavam que tivessem mais
pessoas sem vida no veículo.
Prefeito
dispara contra Vale e governo de Minas
Em
entrevista coletiva concedida na tarde deste domingo, o Prefeito de Brumadinho,
Avimar de Melo Barcelos, disse que "não tem que pedir desculpas" e
culpou a Vale e o governo do Estado de Minas Gerais pela tragédia após o
rompimento de uma barragem da mineradora.
"A
responsabilidade tem que ser toda da Vale", afirmou o prefeito, após ser
indagado pelo dano às milhares de famílias afetadas na região. "A Vale foi
inconsequente e incompetente", disparou ele. "Não vamos aceitar a
Vale ficar de braços cruzados. Eles não podem deixar as vítimas na mão".
Questionado
sobre a fiscalização, Avimar foi assertivo: "A culpa é do Estado".
"A prefeitura não tem nada a ver com isso".
Vale divulga
nova lista com nome de 287 desaparecidos
A Vale
divulgou na tarde deste domingo uma nova lista com os nomes de 287 funcionários
desaparecidos. Segundo a mineradora, a lista é composta por quem a empresa não
conseguiu contato desde o acidente ocorrido na última sexta-feira.
MP-MG cita
Constituição cobra da Vale a retirada imediata de animais
O Ministério
Público de Minas Gerais (MP-MG) está cobrando da Vale, de forma imediata, o
resgate dos animais isolados na região de Brumadinho em razão do rompimento da
barragem. Também acionou a companhia para que garanta "a provisão de
alimento, água e de cuidados veterinários àqueles animais cujo resgate não for
tecnicamente recomendável".
No documento
encaminhado à mineradora e divulgado neste domingo, são citados danos
ambientais, sociais e humanos imensuráveis para a área em Brumadinho.
O Ministério
Público informou que, ao acionar a companhia, considerou, entre outros pontos,
o artigo 225 da Constituição Federal de 1988 que trata da proteção do meio
ambiente.
* Com
informações do Estadão Conteúdo






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