A barragem
da Vale que rompeu nesta sexta-feira (26) em Brumadinho, Minas Gerais, tinha 86
metros de altura, capacidade de contenção de 12 milhões de metros cúbicos e
tinha sido considerado seguro em duas inspeções recentes, segundo dados da
empresa proprietária.
A Barragem I
da Mina Córrego do Feijão não recebia rejeitos há três anos e estava em
processo de desativação. Ela foi construída em 1976 pela empresa Ferteco
Minaraça, adquirida pela Vale em abril de 2001.
As causas do
acidente ainda não foram confirmadas. Até agora, o balanço registra nove mortos
e quase 300 desaparecidos, com possibilidades “mínimas” de serem encontrados
com vida, segundo autoridades.
De acordo
com o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, uma auditoria certificou a
segurança da represa em 10 de janeiro deste ano. E uma empresa alemã, a TÜV
SÜD, garantiu sua estabilidade em setembro de 2018.
Contatada em
Berlim, a TÜV SÜD confirmou ter realizado essa inspeção e afirmou que “segundo
os elementos em seu conhecimento até o momento, não foi constatada nenhuma
falha”.
A mina tinha
três barragens de resíduos da produção de minério de ferro, principalmente
sílica – a terra separada do mineral durante o processo de extração.
O volume de
lama que varreu as imediações da mina é inferior aos cerca de 50 milhões de
metros cúbicos liberados pela ruptura em novembro de 2015 do dique do Fundão,
em Mariana, a cerca de 120 km de Brumadinho.
Este
rompimento deixou 19 mortos, um balanço que tudo indica que será inferior ao
desta vez. Seu impacto ambiental foi devastador, dado que a corrente de
rejeitos chegou ao mar ao longo do Rio Doce.
A barragem
do Fundão pertencia à Samarco, empresa controlada pela Vale e pela
anglo-australiana BHP Billiton.
Tragédias na
área da mineração com o alcance da desta sexta-feira e a de 2015 são raras no
mundo. Em setembro de 2008, na China, um deslizamento de lama e pedras de uma
mina de ferro ilegal cobriu a região de Taoshi na província de Shanxi, matando
pelo menos 262 pessoas. Em fevereiro de 1994, na África do Sul, o rompimento de
uma represa de uma mina de ouro causou 17 mortes.
ISTOÉ






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