A Secretaria Municipal de Saúde através dos Setores de Vigilâncias
em Saúde e Ambiental em parceria com as Universidades Federais Fluminense e de
Uberlândia, realizaram durante esta semana ação de prevenção e monitoramento
com pesquisa de campo para identificação e controle da bactéria que causa a
Febre Maculosa Brasileira.
A febre maculosa é uma doença infecciosa, febril aguda e de
gravidade variável. Ela pode variar desde as formas clínicas leves e atípicas
até formas graves, com elevada taxa de mortalidade. A febre maculosa é causada
por uma bactéria transmitida principalmente pela picada do carrapato.
Os trabalhos focaram principalmente na busca de carrapatos e
na pesquisa em capivaras (principais animais portadores dos carrapatos
infectados) e em cavalos, com exames de sangue nestes animais. Foram feitas
buscas nas imagens do rio Muriaé (principal local das capivaras) tanto dentro
da cidade e nos seus arredores.
Recentemente a preocupação com a febre maculosa tem
ressurgido, sendo assim a Secretaria de Saúde da Prefeitura de Itaperuna alerta
a população sobre os riscos da doença transmitida pelo carrapato e orienta
sobre os sintomas e tratamentos.
A febre maculosa tem cura e embora seja uma doença grave, se o
diagnóstico e tratamento forem feitos de forma precoce as chances de
complicações são muito menores.
Nos humanos, a febre maculosa é adquirida pela picada do
carrapato infectado e a transmissão geralmente ocorre quando o carrapato
permanece aderido ao hospedeiro por um período de, pelo menos 4 a 6 horas. Não
há transmissão entre seres humanos, não sendo necessário o isolamento do
paciente.
SINTOMAS
A população deve procurar atendimento médico (Pronto Socorro,
Unidade Básica de Saúde, Programa de Saúde da Família, ou outro atendimento
médico de sua preferência) se apresentar sintomas como: febre associada a forte
dor de cabeça; dores pelo corpo; cansaço; falta de vontade se alimentar; dor de
barriga; ânsia de vômito e pequenas manchas pelo corpo, no período de 2 a 15
dias após ter frequentado área de mata, pasto, rios ou lagos e, tiver tido
contato com animais ou ter encontrado sinais de picada pelo corpo. Ao chegar ao
serviço de saúde, é importante que a pessoa relate estas informações ao
profissional da saúde, para facilitar o diagnóstico.
Após contato com áreas de risco, examinar o próprio corpo a
cada 3 horas a fim de verificar a presença de carrapatos e retirá-los,
preferencialmente com o auxílio de pinças. Quanto mais rápido forem retirados,
menor a chance de infecção. Nunca esmagar o carrapato com as unhas, pois ele
pode liberar as bactérias e assim contaminar o local. Tomar banho quente
utilizando bucha vegetal.











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