Para o cientista político Hamilton Garcia, os eleitores no
ano que vem devem continuar penalizando oligarquias políticas, mas também não
devem estar dispostos a perdoar as novidades que não estiverem correspondendo
às expectativas.
— O eleitor continua procurando o governo representativo,
onde o interesse da sociedade é maior do que a do político, e isto deve
continuar impactando as máquinas oligárquicas especializadas na corrupção do
voto, ao mesmo tempo que penaliza as novidades políticas de 2016 que frustraram
as expectativas — avalia Garcia.
Dos nove prefeitos da região (como mostra o infográfico
acima), seis estão, por ora, em condições de elegibilidade para o próximo
pleito e dois não podem concorrer porque estão no segundo mandato consecutivo.
Já a prefeita de São João da Barra, Carla Machado (PP), tem pendência em um
processo eleitoral, originado da operação Machadada, que ainda será julgada no
Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Em entrevista à Folha, o prefeito de Campos, Rafael Diniz
(PPS), afirmou que pretende disputar a reeleição: “Assim como eu tive o direito
de ser candidato a prefeito, e assim como serei candidato à reeleição, todo
cidadão tem o direito de se candidatar. Faz parte do processo democrático”,
respondeu ao prefeito ao falar sobre o número de pré-candidatos que já estão
aparecendo no cenário eleitoral.
No caso de SJB, a decisão do TSE sobre a Machadada será
essencial para definir o futuro cenário. Enquanto o julgamento não acontece,
Carla já se colocou no jogo, após alguns opositores terem associado o bom
desempenho de Witzel e Jair Bolsonaro (PSL) no município ao fato de a prefeita
ter apoiado os adversários deles. “Essas palhaçadas só me animam para colocar
meu nome na disputa novamente e agora estou repensando e acho que irei disputar
a eleição de 2020 novamente”, escreveu Carla.
Por falar na eleição de Witzel, o atual governador obteve
sucesso no pleito de 2018 com um discurso de “não político”. Para Hamilton
Garcia, este não será o único diferencial da eleição de 2020: “O diferencial
não é ‘político profissional’, mas político que encarna interesses sociais, o
que pode beneficiar o ‘não político’, mas sem excluir o ‘político’. A reversão das
expectativas é o objetivo do debate eleitoral: os mal avaliados pretendem a
positivação, e os bem avaliados almejam a manutenção/ampliação de sua boa
imagem. Tem eleição tranquila quem, já no governo, conseguir aliar a imagem de
bom gestor à capacidade de fazer reformas em benefício de todos. A habilidade
em usar as novas ferramentas de interação aumentam as chances em ambos os
casos”.
FONTE FOLHA 1
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